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O Vintage vai superar o Fast Fashion?

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FAST FASHION x VINTAGE – como e porque o reinado do fast fashion está acabando e vai ser superado pelo mercado vintage em 9 anos?

Por Nelize Dezzen e Marina Campos

Nos últimos 10 anos a gente viu as Fast Fashion crescerem absurdamente: gigantes como H&M,  Zara e Forever 21  transformaram o mercado: o objetivo era fazer o consumidor comprar o maior número de roupas, oferecendo as últimas tendências em tempo recorde e com preços incomparáveis aos concorrentes. Funcionou bastante até agora –  esse  modelo está mudando.

Os consumidores millenials e da geração Z chegaram com novos hábitos: Compra com propósito é o objetivo! Exigindo mais transparência e ética nos produtos que consome. Além disso, essa geração tem uma necessidade de estilo único. Nada que é vendido em escala interessa muito mais. E como isso pode ser feito de uma forma consciente? Bem, aí que o império do vintage começa a reinar! Kardashians e Hadids são exemplos dessa tendência fortíssima e é super comuns vê-las usando Vesaces antigos e bolsas Louis Vuitton que foram sucesso no passado.

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O que antes era cheio de misticismos, agora é absolutamente cool. Garimpar a própria roupa em brechós e lojas de segunda mão e ter uma peça que só você tem é a nova moda.

A notícia que circulou ontem nas de que a Forever 21 está entrando com pedido de falência comprova que essa crise no varejo não é passageira. Mas vamos entender como essas mudanças estão acontecendo:

Quanto mais informações recebemos sobre o processo de produções de roupas das grandes redes de varejo, menos gostosa fica essa comprinha, que parece tão inofensiva. Segundo dados do instituto do Fashion Revolution Brasil (movimento global que incentiva maior transparência, sustentabilidade e ética na indústria da moda), 20% da contaminação das águas vem de tingimento têxtil e só no Brasil são produzidas 170 mil toneladas de resíduos de tecido por ano. “Nós precisamos mudar a forma como consumimos roupas, se não nosso planeta não vai aguentar”, diz Fernanda Simon, Diretora Executiva da Fashion Revolution Brasil (@fash_rev_brasil). E os bafos todos sobre as condições de trabalho dos empregados, que já vieram à tona? Punk!

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Tudo isso faz a gente pensar duas vezes antes da compra. Mas e aí, que a gente faz? Aposenta o cartão de crédito? kkkk

Segundo um  estudo feito pelo site Thredup, em 10 anos (já já!) as comprar de segunda mão vão ultrapassar as compras de fast fashion em 1,5 vezes!!! Se antes existia um preconceito em comprar roupas de brechó, isso vai ficar no passado. Definitivamente!

O estudo conta ainda com dados como: 

– o mercado de revenda, aumentou 25% em um ano e  cresce 9 vezes mais rápido que o os outros

– 77% dos millenials tem maior responsabilidade nas compras e prefere marcas sustentáveis e peças vintage. Aleluia! Esses jovens são a esperança do nosso mundo sim ou com certeza?

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Tá mais e aí, vou comprar roupa velha mesmo? 

Lembra que fazer compra em brechó era cheio de estigmas? Quem já não ouviu a amiga falar que “não compra roupa que vem com energia do outro”? Mas eis que as redes sociais chegaram e ajudaram a mudar esse olhar do consumidor

Bem longe de estarem velhas, “é essencial para convencer pessoas que geralmente não fariam compras em brechós a quebrarem seus preconceitos,  que os produtos passem por um rígido controle de autenticidade e a qualidade, conta Laura Graicar, do Madame Recicla

E outro exemplo, é o Trash Chic, sucesso há 27 anos – e foi um dos pioneiros a trazer a moda internacional com preço acessível. “É realizada uma higienização criteriosa nas peças e também analise de autenticidade, estado da peça, tecido, modelo e ainda se tem perfil das nossas clientes” contam os sócios Loly Monfort e Joca Benavent

Mas como anda a economia brasileira no setor de reuso?

E esse mercado também vai super bem por aqui, obrigada! O crescimento, tem deixado os donos de brechó bem animados “Nos últimos anos as vendas aumentaram e quebrou-se o tabu em relação as peças de segunda mão. As pessoas começaram a perceber que não necessariamente as peças de segunda mão são velhas e sem qualidade, diz Victória Linhares, diretora do Etiqueta Única.

Pois bem, até aqui já te demos bons argumentos para aderir o movimento de compra consciente? Existem várias maneiras sem comprometer sua relação com seu guarda-roupa! Vem ver!

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Criatividade

O limite do cartão de crédito não te permite agora essa compra sustentável? Sem problemas – também é possível ser ecológica and econômica! A publicitária Joanna Moura (@mourajo), fundadora do blog Um Ano sem Zara (https://uasz.com.br), encontrou uma maneira de cortar os gastos extras e contribuir para uma moda mais sustentável ao se desafiar a ficar um ano sem comprar nenhuma peça nova. “Fiquei 365 dias usando minha criatividade para vestir de diferentes maneiras as peças que eu já tinha. Além de me reorganizar financeiramente e ativar minha criatividade, ganhei consciência ambiental”, diz ela, que, ao invés de ter váaarias blusinhas parecidas, se apaixona repetidamente pela mesma. <3 O ato parece pequeno, mas faz uma grande diferença: dobrar a vida útil de uma peça de roupa de um para dois anos reduz em 24% a emissão de carbono ao ano, segundo dados da Fashion Revolution Brasil.

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Compras Vintage

A gente já avisa: precisa ter paciência, mas sensação de ter um produto exclusivo e de garimpar a própria roupa é mais mara que comprar em um loja que tem 20 calças iguais. É seguir a massa já não mais negócio, o consumidor está cada vez mais preocupado em ter estilo único. E bem, não é novidade que para criar o novo, a gente mergulha no passado em grande parte das vezes, né?

Partiu Brechó! – Separamos algumas opções de lojas online pra te ajudar no garimpo e mais – a comprar a sem culpa nenhuma!

@b.luxo  

Brechó raiz, já é um dos lugares de garimpo de peças vintage mais famosos de São Paulo. E as peças encontradas lá são um bafo, viu? E eles entregam no Brasil todo. Seu acervo conta também com revistas, calçados, objetos e acessórios, a maioria datada dos anos 50 e 60. 

@brechonofundinho 

Babe com a gente nesses looks incríiiveis do perfil – todos feitos com peças de garimpo. Faz entrega para todo Brasil, mas, se estiver por São Paulo, vale a pena passar no espaço físico, localizado no centro da cidade. 

@gatobravovintage

A loja em uma das ruas mais famosas em São Paulo, a Avanhandava, o espaço parece uma loja da Paris antiga. E pra nenhum fashionista botar defeito, tem conjuntos de blazer e calça coloridos de chorarrr!

@ineedbrecho 

Se você procura preço bacana, seu lugar é aqui! A loja física fica em São Paulo, mas é só escolher no insta, reservar e eles mandam para o Brasil todo.

@desapegue.cc 

O brechó deu tão certo que nasceu também o @desateca, guarda-roupa compartilhado com looks do acervo do Desapegue. Funciona por assinatura mensal ou aluguel único.

@froufrou.vintage

Além de mix de peças descoladas com labels caras, tem também brincos, óculos e colares de morrer de amores!

@reusebrecho

O feed descoladinho surpreende. E os preços das peças também! Tem peças que começam com R$ 39, como uma saia jeans. 

@trashchicvintage 

Aqui os preços são bem salgados e as peças são de luxo! É um Tom Ford longo vermelho pra uma casamento que você quer? Tem! Malas da Louis Vuitton de vários tamanhos? Tem também! E quem falar que leu essa matéria tem 10% de desconto! ☺

@madamereciclaoficial

Namorando uma Celine ou Chanel super tradicional, o ecommerce  tem muuitass opções de bolsa de grife.

@etiquetaunica

Com um acervo enormeee e com 371 mil seguidores no insta, é fácil encontrar peças até de coleções atuais. Esquemão

Aluguel:

E a última e não menos legal possibilidade para aderie o movimento consciente é, ao invés de comprar roupas, alugar! Essa é a proposta do Rent Style (@rent_style), site de aluguel de looks. No site, é possível encontrar roupas lindas, para todos os tipos de ocasiões, de coleções atuais e de diversas marcas brasileiras – o portfólio já conta com Coven, Betina de Luca para Wai Wai, Vanda Jacintho, Von Trapp, Mariah Rovery, Andrea Marques, Egrey, No Name, Glória Coelho, Aluf e Lily Sarti. Viu? Chique e eco-friendly. (;

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