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“A Revolução de 2019”

22/11/19 | Por Nelize Dezzen
GEALWEG2709
Body Coven, preço sob consulta; camisa Etoiles, R$660; sapato Miu Miu, preço sob consulta

Por Karina Hollo

Logo no início do shooting para essa capa, Alice Wegmann soltou essa
expressão. A atriz se referia à grande mudança na forma como as
mulheres estão lidando com a autoestima. Fato. Logo seguimos num
longo papo sobre o assunto e chegamos à conclusão de que 2019 tem
sido realmente um ano de muitas revoluções. Aqui no GE, estamos em
profunda mudança. Também está rolando uma transformação imensa
no jeito de se comunicar. E até nos relacionamentos, em épocas de
redes sociais. Dessa conversa com ela decidimos, então, que esse seria
o tema dessa edição.

Para começar: A Revolução de Alice

Ela acabou de completar 24 anos e confessa que este foi um dos mais importantes. Parou de encanar tanto com o corpo, conheceu Miguel pelo Instagram, embarcou em causas que achou importantes. E vem muito mais por aí.

“Tem alguém aí 100% satisfeito nesse momento? Impossível.” É assim que a atriz Alice Wegmann, de 24 anos, define o reboliço que é esse fim de 2019. Carioca sangue-bom, ela é uma mulher de sua geração, que não tem papas na língua na hora de falar de feminismo, de lutar contra o preconceito geral, a opressão, a violência, a censura, a pobreza. “Não estou acomodada com o mundo do jeito que está. Então, uso a minha voz para tentar transformá-lo.” Na entrevista a seguir, a atriz, que já foi protagonista de Malhação (em 2012, na pele de uma roqueira rebelde), trabalhou em novelas, longas e minisséries até interpretar a vilã muçulmana Dalila, em Órfãos da Terra, fala abertamente sobre feminismo, sobre como consumir moda de uma maneira mais sustentável, do jeito moderno de namorar, do derramamento de óleo no nordeste. E também sobre a quebra dos padrões de beleza femininos e de quem ainda fala mal da barriga da coleguinha, de como ela engordou. Nada escapa a essa escorpiana de olhos doces e palavras maduras.

GAROTAS ESTÚPIDAS: Como você define o feminismo moderno?
Alice Wegmann: Vejo como um grande movimento de mudança e reestruturação. O feminismo tem como objetivo os direitos equânimes entre as pessoas; e acho que também precisa ser pensado com toda a interseccionalidade. Entre as mulheres, ter nascido branca na zona sul do Rio [de Janeiro] é um privilégio, por exemplo. Acho que realmente precisamos transformar muita coisa no mundo atual. Tem alguém aí 100% satisfeito nesse momento? Impossível.

GE: Como ele evoluiu e como você embarca nele?
AW: Acho que muitas mulheres abriram diversas portas para que eu pudesse ser quem eu sou hoje. Para que eu pudesse ler, escrever, votar, escolher as minhas próprias roupas, enfim. Nos últimos anos, a gente vem falando muito sobre libertação... E acho que foi isso o que aconteceu comigo, fui me libertando do medo de ser quem eu sou. Mas sei que ainda preciso abrir outras portas – para mim mesma e para futuras gerações.

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Top, Amapô, e, short Ellus, preços sob consulta

GE: Você tem uma voz ativa no feminismo contemporâneo. Em que outras causas embarca?
AW: Acho que esse é meu lugar de fala, enquanto mulher. Mas sabe aquela frase “você não precisa ser gay pra lutar contra a homofobia?”. É simples. Abraço as causas contra o preconceito geral, contra a opressão, contra a violência, contra a censura, contra a pobreza. Não estou acomodada com o mundo do jeito que está. Então, uso a minha voz para tentar transformar alguma coisa.

GE: Qual sua relação com a sustentabilidade? Como consome moda?
AW: Eu me ligo muito em moda, super acompanho os desfiles. Tenho meus “guilty pleasures”, mas cada vez com mais consciência das minhas escolhas. Nunca fui de comprar tudo o que via pela frente, sempre apliquei boa parte do meu salário para fazer um pezinho de meia desde quando era criança e trabalhava no teatro... Compro peças que sei que vou usar mais de uma vez, ou que sei que valem muito a pena.

GE: Como cuida da alimentação?
AW: Como carne vermelha pouquíssimas vezes por mês, tipo em duas ou três refeições apenas. Reduzi muito o consumo esse ano, e tenho sentido cada vez menos falta. Assisti a alguns documentários sobre o gado no Brasil e fiquei bastante chocada com o desmatamento e a
poluição que isso produz. Procuro consumir alimentos frescos, uma menor quantidade de industrializados. Uma pena que agora nossas frutas, legumes, verduras tenham tantos agrotóxicos.

GE: Se pronunciou sobre o derramamento de óleo na praia?
AW: Claro que me pronunciei! É infelizmente um ano de muitos desastres no Brasil – teve lama, incêndio, agora isso. E o povo do nordeste tirando o óleo no braço, o governo sem fazer maiores movimentos... uma tristeza.

Top Coven e vestido, Fernanda Yamamoto, preços sob consulta
Top Coven e vestido, Fernanda Yamamoto, preços sob consulta
GEALWEG3064
Jaqueta, preco sob consulta e short, R$ 259,90, ambos Levi's; biquíni Vix, R$ 259; óculos MiuMiu

GE: Vilã ou mocinha?
AW: Acho que a gente só não quer mais mocinhas passivas, que esperam o príncipe encantado-herói chegar. Queremos protagonistas proativas.
Contanto que tenha isso, tudo bem. Do contrário, as vilãs são mais complexas, né?

GE: Sempre teve uma boa relação com o próprio corpo?
AW: Nem sempre. Aliás, esse ano foi um dos que mais me desapeguei quanto a isso, desde que tenho 15 anos. Terapia e meditação ajudam MUITO! E estar em contato com a natureza e com quem você ama, e se livrar da culpa de comer certas coisas. A culpa é o que mais pesa.

GE: O que o esporte trouxe para sua vida? Disciplina? Determinação?
AW: Sim. Tudo isso. Compromisso, disciplina (treinava ginástica olímpica 7 horas por dia, durante 8 anos da minha vida), força de vontade, superação.

GE: O que é essa tal revolução de 2019 que está fazendo as mulheres aceitarem melhor o próprio corpo?
AW: Acho que há um tempo as pessoas vêm exigindo ver mais verdade nas coisas. E ser mais de verdade também. Isso reflete em tudo, nas marcas/empresas, na forma como a gente se posiciona, em como se apresenta para o mundo. Então é isso: somos assim, não vou ficar me sentindo péssima por isso. “Eles que lutem” (risos).

Camisa Etoiles, R$ R$790; top Cotton Project., R$ 169; calça Adidas, R$299,99; brinco Prasi, preço sob consulta; pulseira Tiffany, , R$1.650; sapato Miu Miu, preço sob consulta
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GE: Como vê a queda dos padrões de beleza femininos? Há ainda muita luta pela frente?
AW: Sim. Porque não existiu essa queda, de fato. É bonito falar de aceitação, mas muita gente ainda não colocou isso em prática... Seguem falando mal da barriga da coleguinha, de como ela engordou, de como ela tomou aquele sorvete numa tarde de terça... Seguem cultivando a cultura do jejum de sei lá quantas horas. Enfim, tem muito para mudar.

GE: Redes sociais servem para que? Têm um lado bom? E um ruim?
AW: Acho que ao mesmo tempo que aproxima as pessoas, também pode afastar. O negócio é o equilíbrio. Saber a hora que está te consumindo demais... Saber quando se deve deixar o celular de lado pra viver o presente mesmo, sentir o ventinho no rosto, a temperatura da água na praia, entender de fato a piada e não fingir que entendeu enquanto está prestando atenção no feed (risos).

GE: Como foi esse flerte com o Miguel [Gastal] pelas redes? Conto de fadas existe?
AW: O nosso foi total vida real, com papo reto e verdade. Ele estava solteiro, eu também, trocamos uma ideia pelo Instagram, a conversa foi fluindo até que encontrei ele na festa de uma amiga em comum. E desde o primeiro beijo foi um atrás do outro. Ele é incrível, parceiro, companheirão. Falamos sobre qualquer coisa!

GE: Uma musa inspiradora
AW: Fernanda Montenegro. Ela me emociona muito. E minha avó Maria Ignez.

GE: Um livro, um filme, uma série e uma playlist...
AW: Livro: Contos de Cães e Maus Lobos, do Valter Hugo Mãe; Filme: Cafarnaum, de Nadine Labaki; Série: Fleabag; Playlist: Canto do Povo de Um Lugar, de Caetano Veloso, Força Estranha, de Gal Costa, Tempo Rei, de Gilberto Gil.

Fotos: Ivan Erick
Styling: Rita Lazzarotti
Beleza: Nathalie Billio
Produção executiva: WBorn Productions
Produção de moda: Jeff Ferrari, Sanny Elias e Vítor Moreira
Tratamento de imagens: Philipe Mortosa
QUEM ESCREVE
Nelize Dezzen
| Team GE
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“A Revolução de 2019”

22/11/19 | Por Nelize Dezzen
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Por Karina Hollo

Logo no início do shooting para essa capa, Alice Wegmann soltou essa
expressão. A atriz se referia à grande mudança na forma como as
mulheres estão lidando com a autoestima. Fato. Logo seguimos num
longo papo sobre o assunto e chegamos à conclusão de que 2019 tem
sido realmente um ano de muitas revoluções. Aqui no GE, estamos em
profunda mudança. Também está rolando uma transformação imensa
no jeito de se comunicar. E até nos relacionamentos, em épocas de
redes sociais. Dessa conversa com ela decidimos, então, que esse seria
o tema dessa edição.

Para começar: A Revolução de Alice

Ela acabou de completar 24 anos e confessa que este foi um dos mais importantes. Parou de encanar tanto com o corpo, conheceu Miguel pelo Instagram, embarcou em causas que achou importantes. E vem muito mais por aí.

“Tem alguém aí 100% satisfeito nesse momento? Impossível.” É assim que a atriz Alice Wegmann, de 24 anos, define o reboliço que é esse fim de 2019. Carioca sangue-bom, ela é uma mulher de sua geração, que não tem papas na língua na hora de falar de feminismo, de lutar contra o preconceito geral, a opressão, a violência, a censura, a pobreza. “Não estou acomodada com o mundo do jeito que está. Então, uso a minha voz para tentar transformá-lo.” Na entrevista a seguir, a atriz, que já foi protagonista de Malhação (em 2012, na pele de uma roqueira rebelde), trabalhou em novelas, longas e minisséries até interpretar a vilã muçulmana Dalila, em Órfãos da Terra, fala abertamente sobre feminismo, sobre como consumir moda de uma maneira mais sustentável, do jeito moderno de namorar, do derramamento de óleo no nordeste. E também sobre a quebra dos padrões de beleza femininos e de quem ainda fala mal da barriga da coleguinha, de como ela engordou. Nada escapa a essa escorpiana de olhos doces e palavras maduras.

GAROTAS ESTÚPIDAS: Como você define o feminismo moderno?
Alice Wegmann: Vejo como um grande movimento de mudança e reestruturação. O feminismo tem como objetivo os direitos equânimes entre as pessoas; e acho que também precisa ser pensado com toda a interseccionalidade. Entre as mulheres, ter nascido branca na zona sul do Rio [de Janeiro] é um privilégio, por exemplo. Acho que realmente precisamos transformar muita coisa no mundo atual. Tem alguém aí 100% satisfeito nesse momento? Impossível.

GE: Como ele evoluiu e como você embarca nele?
AW: Acho que muitas mulheres abriram diversas portas para que eu pudesse ser quem eu sou hoje. Para que eu pudesse ler, escrever, votar, escolher as minhas próprias roupas, enfim. Nos últimos anos, a gente vem falando muito sobre libertação... E acho que foi isso o que aconteceu comigo, fui me libertando do medo de ser quem eu sou. Mas sei que ainda preciso abrir outras portas – para mim mesma e para futuras gerações.

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GE: Você tem uma voz ativa no feminismo contemporâneo. Em que outras causas embarca?
AW: Acho que esse é meu lugar de fala, enquanto mulher. Mas sabe aquela frase “você não precisa ser gay pra lutar contra a homofobia?”. É simples. Abraço as causas contra o preconceito geral, contra a opressão, contra a violência, contra a censura, contra a pobreza. Não estou acomodada com o mundo do jeito que está. Então, uso a minha voz para tentar transformar alguma coisa.

GE: Qual sua relação com a sustentabilidade? Como consome moda?
AW: Eu me ligo muito em moda, super acompanho os desfiles. Tenho meus “guilty pleasures”, mas cada vez com mais consciência das minhas escolhas. Nunca fui de comprar tudo o que via pela frente, sempre apliquei boa parte do meu salário para fazer um pezinho de meia desde quando era criança e trabalhava no teatro... Compro peças que sei que vou usar mais de uma vez, ou que sei que valem muito a pena.

GE: Como cuida da alimentação?
AW: Como carne vermelha pouquíssimas vezes por mês, tipo em duas ou três refeições apenas. Reduzi muito o consumo esse ano, e tenho sentido cada vez menos falta. Assisti a alguns documentários sobre o gado no Brasil e fiquei bastante chocada com o desmatamento e a
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AW: Claro que me pronunciei! É infelizmente um ano de muitos desastres no Brasil – teve lama, incêndio, agora isso. E o povo do nordeste tirando o óleo no braço, o governo sem fazer maiores movimentos... uma tristeza.

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AW: Acho que há um tempo as pessoas vêm exigindo ver mais verdade nas coisas. E ser mais de verdade também. Isso reflete em tudo, nas marcas/empresas, na forma como a gente se posiciona, em como se apresenta para o mundo. Então é isso: somos assim, não vou ficar me sentindo péssima por isso. “Eles que lutem” (risos).

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Beleza: Nathalie Billio
Produção executiva: WBorn Productions
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Nelize Dezzen
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Usar sem comprar

04/11/19 | Por Nelize Dezzen
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Por KARINA HOLLO

Já falamos aqui do movimento que prevê uma redução brusca nas compras em Fast Fashion e que, em menos de 10 anos, o mercado vintage vai ultrapassar as venda nesse formato de varejo. Se ainda não viu, clique aqui e entenda toda essa história.

Outra tendência cada vez mais forte, com os mesmos princípios de consumir moda com propósito, é alugar roupas. Mas não se trata daquele aluguel de antigamente, que resolvia a sua vida antes de um casamento ou formatura. Estamos falando de alugar roupa para ir ao cinema, almoçar com o boy, passar a tarde com os amigos.

Varejo de moda como conhecemos e consumimos está com os dias contados. Os consumidores das novas gerações preferem ter experiências à possuir demais. Querem usar peças estilosas e/ou únicas, mas não sentem a necessidade de serem donos da roupa.

Isso também é resultado da discussão do descarte exagerado de roupas e dos danos imensos que isso causa ao planeta. O varejo tradicional vai ter que se reinventar, fato! Trazes para o armário roupas que duram apenas cinco lavagens é um hábito que já não satisfaz muita gente.

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A tendência
Uma das mais descoladas lojas de fast tendências dos Estados Unidos, a Urban Outfitters, criou com a Nuuly, uma plataforma de compartilhamento onde, assinando um plano mensal, por 88 dólares, dá para escolher, pelo site, seis peças novas (e são mais de mil, entre cem marcas diferentes). E, 30 dias mais tarde, caso se apaixone por alguma das peças, pode até adquiri-la. Senão, Thank You, Next! As peças são lavadas e colocadas a disposição novamente.

Qual a grande vantagem em alugar roupas? “O aluguel permite que você varie muito mais as combinações de looks, além de estar sempre usando algo novo e sem peças paradas no guarda-roupa. Para quem gosta de artigos de luxo é uma ótima oportunidade e para quem preza a sustentabilidade também é uma saída”, analisa Daniela Yazigi, expert da WGSN.

 Uber, patinete e roupa alugada
Já usou patinete ou bike pelo aplicativo para ganhar tempo?  Abriu mão do seu carro e chamou um Uber? E a casa de praia no Airbnb para final de semana? Pois é, nós já praticamos o aluguel sem perceber. E com as roupas tem uma pegada parecida e pode ser seu próximo passo. Aqui no Brasil, a Rent Style traz esse conceito de economia compartilhada para a moda. Fundada por duas sócias, Isabella formada em moda e Ana Carolina em marketing, no fim de 2018, com modelo de aluguel, traduz uma nova forma de consumo: acesso X propriedade.

Além de economizar por não ter que desembolsar tanto comprando roupa para diversas ocasiões, você não perde tempo navegando por várias plataformas online. Você recebe a peça na sua casa e depois o Rent Style retira, lava e faz a manutenção de cada item.

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O Rent Style, em São Paulo, aluga as peças por 4, 8 ou 12 dias, entre marcas hypadas como Vanda Jacintho, Andrea Marques, Lilly Sarti, Egrey, Von Trapp, Coven, Betina de Luca. Você entra no site, seleciona o que quer alugar (se ficar em dúvida visita o showroom para experimentar as peças). Ainda não há assinatura mensal.

O público-alvo são mulheres que querem se divertir com a moda, sem se preocupar em gastar muito tempo e dinheiro se comprometendo com a compra de peças caras. Você pode fazer um seguro para pequenos danos reparáveis e algumas peças são disponibilizadas para venda, mas só sob consulta.

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Outro serviço de second hand por aqui é o Bem Phyna, de Gabriella Abuleae. Formada em moda no Instituto Marangoni, em Paris, ela viveu na França por 5 anos , onde foi braço direito da stylist Debora Reyner, no site de e-commerce Second Hand, Vide Dressing. Sem dinheiro para investir em roupa nova o tempo todo, ela garimpava peças em brechós e vendia as que não queria mais, em sites de compra e venda. De volta ao Brasil, criou o Bem Phyna, uma plataforma de moda 360 que investe no consumo de usados e aposta na liberdade na hora de se vestir. Em uma casa no bairro do Pacaembu, em São Paulo, é possível encontrar mais de 3 mil peças com a curadoria de Gabi, para homens e mulheres. Vale comprar qualquer peça do acervo ou alugar por 20% do valor da peça e devolver dali a 5 dias.

O brechó Minha Vó tinha, tradicional de São Paulo, conta com uma acervo imenso de roupas de todas as últimas décadas entre relíquias em roupas e acessórios e também é negociável o tempo que você quer ficar com as peças.

Já na Bo Bags, você pode usar a nova bolsa do Jacquemus por 4 dias, pagando R$ 94 reais. Roupas e óculos também estão disponíveis nos site.

Entendendo melhor o movimento: Sensação de liberdade e desapego incluídos

Esse tipo de aluguel de roupa nasce para acompanhar a mudança de comportamento dos consumidores, que querem novidade e variedade, mas com sustentabilidade. O movimento anuncia uma nova era. Nela, acabou aquela visitinha semanal que você fazia à Zara ou à Forever 21, tentada a comprar mais uma peça que acabava durando pouco mais de um mês – porque saia de moda, descosturava ou perdia a qualidade. Esse consumo – e descarte – desnecessário está em cheque. Seja por causa da sustentabilidade ou da grana curta, cada vez menos gente quer ter uma camiseta. Basta poder usá-la.

“Essa tendência vai de encontro principalmente à geração Z, mas os Millennials também entram nessa onda”, fala Daniela. “Essas gerações prezam por autenticidade e novidade, não querem repetir o look no Instagram, por exemplo, e isso fortalece muito esse mercado. Um outro ponto é a preocupação com questões de sustentabilidade e também desejo por itens de luxo.”

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Na opinião da expert, a questão central é na verdade a diversificação – tem gente que até coloca suas roupas para alugar, justamente por não querer desapegar. “A ideia do apego ainda existe, por isso é muito mais sobre a variedade dos produtos e o aumento de possibilidades.”

A tendência, então, é a gente não comprar mais roupa? Não necessariamente. A princípio, o aluguel viria para saciar aquela vontade de ter sempre uma roupa nova para usar – e liberar grana para você poder investir em peças clássicas e bem costuradas. Sim, a qualidade vai ser cada vez mais importante. Uma questão de reeducar e repensar o consumo. “As pessoas ainda querem ter coisas, elas apenas estão aprendendo a reduzir a quantidade. A geração Z por exemplo, quando se trata de fast fashion está priorizando as coleções premium das marcas”, diz Daniela.

A previsão é que esse mercado irá movimentar U$1,9 bilhões até 2023 (CAGR), com um crescimento de mais de 10%. “Ou seja, ainda estamos vivendo sua expansão. O que já podemos começar a refletir é sobre o aluguel para outros mercados também. Já trazemos informações do aluguel de móveis por exemplo, que a IKEA já está começando a implementar, então o próximo passo seria sobre olhar como o mercado de aluguel terá um impacto na estrutura do consumo em geral”, finaliza ela.

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As gurus da internet: a multiplicação das contas “espiritualizadas da pseudociência”

17/10/19 | Por Nelize Dezzen
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Se por um lado, está cada vez mais comum encontrar pessoas que não acreditam na ciência – oi? –  anda bem fácil tropeçar por aí em gente que coloca a maior fé em soluções mágicas – e elas tooodas estão na internet.

Temos acompanhado um crescente movimento nas redes sociais: os influenciadoras-gurus fazem a festa no terreno virtual! Líder espiritual com mais de 800 mil seguidores dando dicas pra vencer a ansiedade e melhorar a autoestima; atitudes para ser feliz – que só dependem de você por perfis com mais 700 mil seguidores, blogueiras que usam do discurso do empoderamento feminino com feitiços e bruxaria para te ajudar chegar lá and counting... não param de surgir novas contas com o assunto “wellness”. Pipocam na rede soluções que incluem de pensamento positivo a cristais e mantras para levar uma vida saudável.

Em tempos que maior parte de nossa informações vem da internet, é comum que a gente busque ajuda aqui quando precisamos. 

Lembro bem que em um período doloridíssimo pós - término de relacionamento, foi também ao Google que recorri. Encontrei dois conteúdos que me ajudaram absdurdamente: um Ted Talk com o maravilhoso psicólogo Guy Winch: “como curar um coração partido” e, um vídeo no canal do youtube de outro psicólogo, Pedro Calabez no “a dor do coração partido”. Eles explicam exatamente como nosso cérebro funciona nesse processo e o que podemos fazer para não cair nas armadilhas dele. Eu procurava ciência. Não é o que temos visto nesse novo movimento.

Tem gente que acredita que é preciso de muita fé para conseguir acreditar na ciência, quase mais do que para acreditar em superstições. 

O psicólogo britânico Stuart Vyse disse, em entrevista ao Nexo, que as crenças mágicas têm um apelo compreensível porque nos ajudam a escapar do mundano e do previsível. Ele comenta que a superstição tende a vir à tona quando queremos que algo importante aconteça, mas não conseguimos ter certeza de que acontecerá. Ela nos dá uma sensação de controle sobre o incontrolável. 

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Gwyneth Paltrow, quem diria 

A pseudociência vem acompanhada de frases de efeito e não raro acusa os críticos de fazerem parte de uma teoria da conspiração. Foi exatamente esse o caso da atriz Gwyneth Paltrow. Ela criou a Goop, há pouco mais de dez anos, essa marca de estilo de vida e acabou virando uma milionária da indústria do bem-estar. Vende desde repelente de vampiro psíquico (bora espantar gente tóxica com repelente? Kkk) a bolsa medicinal de cristais. Incluindo pedras para aumentar a energia sexual e pó que garante sucesso profissional. E a empresa só faz crescer...

E o que move as pessoas a seguirem essas influencers? 

Algo que não está no nosso controle fique sob nosso controle. São pessoas aparentemente bem resolvidas e a moda as coloca em um mundo descolado. Se ela faz e dá certo, vou fazer também. Em outras palavras, o guru seria alguém com uma habilidade de levar mais rápido, num tapete mágico, para um lugar onde eu quero chegar. E isso é possível? Para piorar, a internet acaba fortalecendo essa imagem. “São pessoas bonitas, bem sucedidas, com muitos seguidores, uma vida plástica”, observa a psicóloga especialista em saúde mental Andréa Chaves, de São Paulo. 

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Ai, que preguiça...!

“Estamos vivendo uma época na qual as pessoas estão mais preguiçosas: para estudar, para se desenvolver. E aí, o guru é essa figura poderosa que levar para um lugar mais fácil, tipo um ‘gênio da lâmpada’ ou o ‘mágico de  Oz’”, explica Andréa.

Paralelamente, temos vivido um tempo no qual as pessoas têm pouca resistência à frustração – afinal de contas, a gente pode tudo! Até falar com alguém que está do outro lado do mundo em frações de segundos... “Essa baixa resistência acaba nos colocando nesse lugar de criar sintomas quase que mágicos para as nossas tomadas de decisão, para as coisas que precisamos resolver, de um modo geral. 

Os gurus se encaixam perfeitamente nesse cenário social no qual as pessoas preferem ver vídeos a ler um livro. É muito melhor eu ter um acalento da minha alma em relação a uma habilidade que eu preciso melhorar do que de fato eu ter que melhorá-la por um esforço. É o mesmo princípio do "perca 10 kg tomando algumas cápsulas, ou estude em dois anos o que você pode estudar em cinco.” 

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Coach vendedor de milagres

No Instagram, há 13 milhões de #coaching, mais de 11 mil publicações com a #coachingholistico, mais de 2 mil com #coachingquantico. Isso porque não conseguimos mensurar as falas das blogueiras espiritualizadas que fazem sucesso com frases motivacionais e de auto-ajuda... “Quando eu tenho um coach de vida, acabo colocando numa outra pessoa as expectativas de resolver a minha vida”, fala Andrea. “A figura do coach por si só, não é ruim. Ele tem técnicas e estratégias para você você a vencer certos desafios para os quais não é tão habilidoso. 

A grande questão é que o coach simplifica uma demanda que é complexa, que a vida do ser humano, que tem fatores biológicos, sociais, espirituais, psicológicos. Então como eu vou arrumar um treinamento que vai mudar a minha vida em apenas cinco/dez encontros? E por essa necessidade que eu tenho de ter alguém para me direcionar e ancorar, acabo colocando no coach a responsabilidade de resolver as minhas questões”, continua.

Onde mora o perigo nisso tudo?

Querer é sempre poder? Quando você fala que querer é poder, e se você não chegou lá é por que você não está querendo direito é inclusive cruel e adoecedor. “Você traz um adoecimento mental para a pessoa, pois você começa a atacar a autoestima dela. Então, se eu quero, eu posso, eu consigo, eu vou em frente, eu vou atrás, quando na verdade existem estações da nossa vida, e existem algumas estações que mesmo querendo você não vai poder. 

Agora, é óbvio que você precisa ter sonhos, desejar algo, ter expectativas acerca do seu futuro. Mas você também precisa entender quem você é. Acho que o grande roubo do ‘querer é poder’ é quando a pessoa se desvincula da identidade de quem ela é, enquanto pessoa, estrutura emocional. E quando eu me desvinculo da identidade de quem eu sou, eu posso me confundir e querer aquilo que eu não posso ter”, analisa a psicóloga.   

Mágica de todo dia

Richard Dawkins, autor do livro O Gênio Egoísta, afirma que, antigamente, usávamos o sobrenatural para explicar o mundo antes do desenvolvimento do método científico. Ele conta que a magia realidade, que a ciência pode comprovar, está nas coisas mais simples, como a certeza do nascer do sol no mesmo horário, todos os dias – essa é a mágica diária. E nessa, sim, vale acreditar!

QUEM ESCREVE
Nelize Dezzen
| Team GE
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CAMILA COUTINHO
Camila Coutinho criou o Garotas Estúpidas, primeiro blog de moda brasileiro, em 2006. De lá pra cá, a recifense virou referência no mercado nacional e internacional: em 2015 integrou a seleção “30 under 30” da Forbes Brasil e em 2017 entrou para a seleta lista BoF500 do site britânico Business of Fashion, que elege as personalidades que estão fazendo a diferença no mundo da moda; no ano seguinte lançou seu primeiro livro, “Estúpida, Eu?”, pela editora Intrínseca
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