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06 ago 2018 - Por Camila Coutinho
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Nessa segunda-feira (06/08) a Editora Abril encerrou as operações de 10 títulos, entre eles nomes de grande destaque do mercado de moda e comportamento, como a Cosmopolitan, Elle e Boa Forma. Completam a lista as revistas Mundo EstranhoArquitetura e Construção, Casa Cláudia e Minha Casa e os sites Casa.com, Educar para Crescer e Bebe.com.

Em nota, o Grupo Abril informou que “está reformulando o portfólio de marcas da editora com o objetivo de garantir sua saúde operacional em um ambiente de profundas transformações tecnológicas, cujo impacto vem sendo sentido por todo o setor de mídia”. Por enquanto, continuam a apostar na Veja, Veja São Paulo, Exame, Quatro Rodas, Claudia, Saúde, Superinteressante, Viagem e Turismo, Você S/A, Você RH, Guia do Estudante, Capricho, MDE Mulher, VIP e Placar.

“É um momento muito triste para o mercado editorial. Qualquer dia que você fecha uma revista no Brasil é um dia em que você perde informação importante, de qualidade”, comentou para o GE Cris Naumovs, diretora de redação da Cosmopolitan Brasil.

Além da dificuldade em manter o negócio saudável financeiramente com vendas e publicidade em geral, revistas como a Cosmo e Elle enfrentam também o peso do licenciamento dos títulos gringos (é preciso pagar pelos direitos de publicação sob esses nomes, como se fosse uma franquia). “É um valor muito alto e que começou a ficar impraticável pro mercado brasileiro como é hoje. A gente vem observando há anos essa história do contrato, mas é uma decisão da corporação”, explicou.

ALGUMAS REFLEXÕES…

Sempre amei ler e me inspirar em revistas como essas, saí nas capas de várias delas, tenho amigos talentosíssimos que estão nessas redações, por isso sinto realmente um aperto no coração com essa notícia. É muito difícil mesmo manter o interesse no impresso quando está tudo aí livremente publicado no Instagram, Youtube e sites de notícias a qualquer hora – e a apenas um clique de distância, de graça.

“Tem uma coisa que é muito maluca pra mim que é você pagar Spotify, Netflix, mas só a informação se quer de graça. A gente – e com isso me refiro a todo mundo – precisa investir em informação de qualidade, senão ficamos na mão das fake news, aquelas coisas todas que ninguém checa e se fala o que se quiser. Ficamos sem saber no que acreditar”, aponta Cris. “Enquanto a audiência não entender isso, as coisas vão morrendo – e cada vez que morre uma revista as pessoas lamentam, mas qual foi a última vez em que compraram uma?”.

Já nem é mais aquela velha (e cansada) questão impresso x digital. “Não é ‘um ou outro’, é ‘e’, o mercado digital também precisa faturar mais. O suporte (se é papel, internet…) tanto faz, a boa informação vai estar no aplicativo, jornal, site, newsletter…”, observou.

Comunicamos que a Editora Abril, que detém os direitos de licenciamento da ELLE no Brasil, decidiu descontinuar a publicação do título a partir deste mês, tanto no impresso quanto no online. Desde que chegou ao Brasil, em 1988, a ELLE revolucionou o mercado editorial com sua linguagem inovadora, sua moda jovem e irreverente, seu lifestyle luxuoso e ao mesmo tempo acessível. Durante esses 30 anos, formou grandes profissionais, lançou e ajudou a consolidar a carreira de inúmeros fotógrafos, modelos e estilistas. Saiu na frente ao ser a primeira revista de seu segmento a ter um site, a ganhar uma edição digital para tablets, a produzir conteúdos em vídeo e a estar presente em todas as redes sociais. ELLE também foi pioneira ao ser a primeira revista de moda brasileira a defender liberdades individuais, a falar de feminismo, a se posicionar sobre questões de gênero e a dar cada vez mais espaço para a diversidade. Cumpriu seu papel de fazer um jornalismo de moda sério, moderno e engajado, compartilhando com sua audiência valores fundamentados em respeito, empatia e humanismo. Soube capturar como nenhum outro título o espírito de seu tempo e virou referência no mercado editorial brasileiro. Publicou capas históricas que foram aclamadas por aqui e internacionalmente. É com tristeza, mas sobretudo com muito orgulho, que a equipe se despede de seus leitores com a edição de agosto, que está nas bancas e fala de sustentabilidade na moda e nas relações, além de trazer belíssimas imagens registradas na Amazônia. Agradecemos imensamente a todos aqueles que nos acompanharam até aqui. Aos assinantes que nos dedicaram sua confiança e lealdade, comunicamos que a Editora Abril enviará o mais breve possível uma carta com novas informações sobre sua assinatura. #ELLEBrasil

A post shared by ELLE Brasil (@ellebrasil) on

Na minha opinião, realmente não tem mais espaço para tantos veículos impressos, e a melhor saída para sobreviver no cenário atual é investir no branding em cima do nome da revista com produtos offline, eventos, de forma que o título seja o que mantém o fascínio por uma marca, mas não necessariamente sua principal fonte. Há outros caminhos a serem explorados também, como fizeram a Capricho e a Teen Vogue, que deixaram de ter sua versão impressa para focar em edições digitais, evitando assim o fim completo de marcas tão fortes.

Todo mundo passa por reformulações – os blogs também! – e a gente tem que estar aberto às mudanças. Notícias como essa da Editora Abril só mostram o quanto é preciso valorizar também o mercado digital – cobrar os preços certos, ter direito de imagem, de criação, dar valor aos profissionais… Na prática, o mercado ainda tende a dar mais valor ao impresso (por ser mais palpável, por seu prestígio tradicional…) do que ao digital, mesmo sendo possível atingir muito mais gente com a internet. Tem muita mão de obra boa por aí, e o mercado também tem que perceber que aquela que é feita para a internet também deve ser valorizada, é preciso fortalecer essa plataforma como negócio.

A verdade é que o conteúdo nunca morre, as pessoas vão querer consumir informação sempre, mas para ter isso com qualidade é preciso um mercado forte, sem medo de ser criativo e de apostar em novos modelos.

Editora Abril fecha as revistas Elle, Cosmopolitan, Boa Forma e mais sete títulos

06 ago 2018
- Por Camila Coutinho
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Nessa segunda-feira (06/08) a Editora Abril encerrou as operações de 10 títulos, entre eles nomes de grande destaque do mercado de moda e comportamento, como a Cosmopolitan, Elle e Boa Forma. Completam a lista as revistas Mundo EstranhoArquitetura e Construção, Casa Cláudia e Minha Casa e os sites Casa.com, Educar para Crescer e Bebe.com.

Em nota, o Grupo Abril informou que “está reformulando o portfólio de marcas da editora com o objetivo de garantir sua saúde operacional em um ambiente de profundas transformações tecnológicas, cujo impacto vem sendo sentido por todo o setor de mídia”. Por enquanto, continuam a apostar na Veja, Veja São Paulo, Exame, Quatro Rodas, Claudia, Saúde, Superinteressante, Viagem e Turismo, Você S/A, Você RH, Guia do Estudante, Capricho, MDE Mulher, VIP e Placar.

“É um momento muito triste para o mercado editorial. Qualquer dia que você fecha uma revista no Brasil é um dia em que você perde informação importante, de qualidade”, comentou para o GE Cris Naumovs, diretora de redação da Cosmopolitan Brasil.

Além da dificuldade em manter o negócio saudável financeiramente com vendas e publicidade em geral, revistas como a Cosmo e Elle enfrentam também o peso do licenciamento dos títulos gringos (é preciso pagar pelos direitos de publicação sob esses nomes, como se fosse uma franquia). “É um valor muito alto e que começou a ficar impraticável pro mercado brasileiro como é hoje. A gente vem observando há anos essa história do contrato, mas é uma decisão da corporação”, explicou.

ALGUMAS REFLEXÕES…

Sempre amei ler e me inspirar em revistas como essas, saí nas capas de várias delas, tenho amigos talentosíssimos que estão nessas redações, por isso sinto realmente um aperto no coração com essa notícia. É muito difícil mesmo manter o interesse no impresso quando está tudo aí livremente publicado no Instagram, Youtube e sites de notícias a qualquer hora – e a apenas um clique de distância, de graça.

“Tem uma coisa que é muito maluca pra mim que é você pagar Spotify, Netflix, mas só a informação se quer de graça. A gente – e com isso me refiro a todo mundo – precisa investir em informação de qualidade, senão ficamos na mão das fake news, aquelas coisas todas que ninguém checa e se fala o que se quiser. Ficamos sem saber no que acreditar”, aponta Cris. “Enquanto a audiência não entender isso, as coisas vão morrendo – e cada vez que morre uma revista as pessoas lamentam, mas qual foi a última vez em que compraram uma?”.

Já nem é mais aquela velha (e cansada) questão impresso x digital. “Não é ‘um ou outro’, é ‘e’, o mercado digital também precisa faturar mais. O suporte (se é papel, internet…) tanto faz, a boa informação vai estar no aplicativo, jornal, site, newsletter…”, observou.

Comunicamos que a Editora Abril, que detém os direitos de licenciamento da ELLE no Brasil, decidiu descontinuar a publicação do título a partir deste mês, tanto no impresso quanto no online. Desde que chegou ao Brasil, em 1988, a ELLE revolucionou o mercado editorial com sua linguagem inovadora, sua moda jovem e irreverente, seu lifestyle luxuoso e ao mesmo tempo acessível. Durante esses 30 anos, formou grandes profissionais, lançou e ajudou a consolidar a carreira de inúmeros fotógrafos, modelos e estilistas. Saiu na frente ao ser a primeira revista de seu segmento a ter um site, a ganhar uma edição digital para tablets, a produzir conteúdos em vídeo e a estar presente em todas as redes sociais. ELLE também foi pioneira ao ser a primeira revista de moda brasileira a defender liberdades individuais, a falar de feminismo, a se posicionar sobre questões de gênero e a dar cada vez mais espaço para a diversidade. Cumpriu seu papel de fazer um jornalismo de moda sério, moderno e engajado, compartilhando com sua audiência valores fundamentados em respeito, empatia e humanismo. Soube capturar como nenhum outro título o espírito de seu tempo e virou referência no mercado editorial brasileiro. Publicou capas históricas que foram aclamadas por aqui e internacionalmente. É com tristeza, mas sobretudo com muito orgulho, que a equipe se despede de seus leitores com a edição de agosto, que está nas bancas e fala de sustentabilidade na moda e nas relações, além de trazer belíssimas imagens registradas na Amazônia. Agradecemos imensamente a todos aqueles que nos acompanharam até aqui. Aos assinantes que nos dedicaram sua confiança e lealdade, comunicamos que a Editora Abril enviará o mais breve possível uma carta com novas informações sobre sua assinatura. #ELLEBrasil

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Na minha opinião, realmente não tem mais espaço para tantos veículos impressos, e a melhor saída para sobreviver no cenário atual é investir no branding em cima do nome da revista com produtos offline, eventos, de forma que o título seja o que mantém o fascínio por uma marca, mas não necessariamente sua principal fonte. Há outros caminhos a serem explorados também, como fizeram a Capricho e a Teen Vogue, que deixaram de ter sua versão impressa para focar em edições digitais, evitando assim o fim completo de marcas tão fortes.

Todo mundo passa por reformulações – os blogs também! – e a gente tem que estar aberto às mudanças. Notícias como essa da Editora Abril só mostram o quanto é preciso valorizar também o mercado digital – cobrar os preços certos, ter direito de imagem, de criação, dar valor aos profissionais… Na prática, o mercado ainda tende a dar mais valor ao impresso (por ser mais palpável, por seu prestígio tradicional…) do que ao digital, mesmo sendo possível atingir muito mais gente com a internet. Tem muita mão de obra boa por aí, e o mercado também tem que perceber que aquela que é feita para a internet também deve ser valorizada, é preciso fortalecer essa plataforma como negócio.

A verdade é que o conteúdo nunca morre, as pessoas vão querer consumir informação sempre, mas para ter isso com qualidade é preciso um mercado forte, sem medo de ser criativo e de apostar em novos modelos.

02 mar 2018 - Por Camila Coutinho
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Foto: Getty Images

Quem acompanha o blog desde o comecinho sabe bem a influência que a Teen Vogue teve no GE! Eu me inspirei muito não só na temática das celebs e assuntos de moda e beleza, mas também no design, amava passar horas montando posts que ficassem com essa “carinha de revista” que eu tanto gostava de ver nos títulos americanos.

Em novembro do ano passado a Condé Nast (editora que detém o título, entre outros como Vogue e Glamour) anunciou que iria deixar de publicar a versão impressa da Teen Vogue. A revista, lançada em 2003, já tinha se tornado uma publicação trimestral no final de 2016, mas a decisão não deixou de ser uma surpresa porque ela estava em um de seus melhores momentos.

Sob o comando de Elaine Welteroth, a Teen Vogue acertadamente trouxe um olhar mais inclusivo para falar de temas sociais a dicas de maquiagem – como a então editora-chefe disse uma vez (hoje Elaine não está mais na Condé Nast), mesmo reportagens de beleza passaram a ser vistas como “uma oportunidade de tratar questões de representatividade, identidade e autoexpressão”.

Elaine Welteroth no Teen Vogue Summit | Foto: Getty Images

A Teen Vogue tornou-se também uma forte voz de oposição a Donald Trump durante sua campanha presidencial – esse texto aqui fez um barulho só – e tudo isso deu tão certo nos últimos dois anos que após essa mudança o tráfego no site saltou de 2 para 12 milhões de visitantes!

De Selena Gomez em 2009 à capa da última edição impressa, com Hillary Clinton, de dezembro de 2017

Mas pois é, no site os tempos mudaram e o foco, especialmente para a geração com a qual a Teen Vogue conversa, é no digital.

Ontem foi divulgada a primeira edição dessa nova era, dedicada à nova geração de Hollywood (veja mais aqui):

Bria Vinaite, Sasha Lane, Margaret Qualley, Letitia Wright e Awkwafina são os destaques. Não conhece nenhuma delas (talvez no máximo a Letitia, que está ótima em Black Panther)? Essa é a ideia! Mesmo antes de toda essa revolução a Teen Vogue sempre teve essa pegada de descobrir “new stars”, e agora mais do que nunca está saindo dos padrões do que costumamos vez nas capas de títulos tão influentes quanto ela.

Paralelamente, a ideia é investir cada vez mais em projetos como o Teen Vogue Summit, um megaevento (pago) que aconteceu dezembro em Los Angeles com workshops e mesas de discussões sobre política e causas sociais. Ou seja, o título não existe mais no impresso (talvez apenas com edições especiais esporádicas, a editora não deixou isso muito claro), mas se fortalece cada vez mais.

Como uma pessoa que até hoje ama colecionar revistas fico tristinha sim por não ter mais aquelas páginas para folhear, fazer anotações, recortar… Aqui no Brasil senti muito isso com a Capricho também. Mas é justamente isso, quem nasceu nos anos 80/começo anos 90 tem um apego emocional com esses títulos porque eles “cresceram com a gente”… só que o público que está crescendo agora e já está acostumado a achar toda e qualquer informação na internet vai se apegar a quê, não é mesmo?

São mudanças que fazem todo sentido, mas que deixam saudade, ah deixam, né?!

  • Tem fã da Teen Vogue aí? O que acharam da mudança?

Fim de uma era: acabou a Teen Vogue impressa, saiu a primeira edição digital!

02 mar 2018
- Por Camila Coutinho
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Foto: Getty Images

Quem acompanha o blog desde o comecinho sabe bem a influência que a Teen Vogue teve no GE! Eu me inspirei muito não só na temática das celebs e assuntos de moda e beleza, mas também no design, amava passar horas montando posts que ficassem com essa “carinha de revista” que eu tanto gostava de ver nos títulos americanos.

Em novembro do ano passado a Condé Nast (editora que detém o título, entre outros como Vogue e Glamour) anunciou que iria deixar de publicar a versão impressa da Teen Vogue. A revista, lançada em 2003, já tinha se tornado uma publicação trimestral no final de 2016, mas a decisão não deixou de ser uma surpresa porque ela estava em um de seus melhores momentos.

Sob o comando de Elaine Welteroth, a Teen Vogue acertadamente trouxe um olhar mais inclusivo para falar de temas sociais a dicas de maquiagem – como a então editora-chefe disse uma vez (hoje Elaine não está mais na Condé Nast), mesmo reportagens de beleza passaram a ser vistas como “uma oportunidade de tratar questões de representatividade, identidade e autoexpressão”.

Elaine Welteroth no Teen Vogue Summit | Foto: Getty Images

A Teen Vogue tornou-se também uma forte voz de oposição a Donald Trump durante sua campanha presidencial – esse texto aqui fez um barulho só – e tudo isso deu tão certo nos últimos dois anos que após essa mudança o tráfego no site saltou de 2 para 12 milhões de visitantes!

De Selena Gomez em 2009 à capa da última edição impressa, com Hillary Clinton, de dezembro de 2017

Mas pois é, no site os tempos mudaram e o foco, especialmente para a geração com a qual a Teen Vogue conversa, é no digital.

Ontem foi divulgada a primeira edição dessa nova era, dedicada à nova geração de Hollywood (veja mais aqui):

Bria Vinaite, Sasha Lane, Margaret Qualley, Letitia Wright e Awkwafina são os destaques. Não conhece nenhuma delas (talvez no máximo a Letitia, que está ótima em Black Panther)? Essa é a ideia! Mesmo antes de toda essa revolução a Teen Vogue sempre teve essa pegada de descobrir “new stars”, e agora mais do que nunca está saindo dos padrões do que costumamos vez nas capas de títulos tão influentes quanto ela.

Paralelamente, a ideia é investir cada vez mais em projetos como o Teen Vogue Summit, um megaevento (pago) que aconteceu dezembro em Los Angeles com workshops e mesas de discussões sobre política e causas sociais. Ou seja, o título não existe mais no impresso (talvez apenas com edições especiais esporádicas, a editora não deixou isso muito claro), mas se fortalece cada vez mais.

Como uma pessoa que até hoje ama colecionar revistas fico tristinha sim por não ter mais aquelas páginas para folhear, fazer anotações, recortar… Aqui no Brasil senti muito isso com a Capricho também. Mas é justamente isso, quem nasceu nos anos 80/começo anos 90 tem um apego emocional com esses títulos porque eles “cresceram com a gente”… só que o público que está crescendo agora e já está acostumado a achar toda e qualquer informação na internet vai se apegar a quê, não é mesmo?

São mudanças que fazem todo sentido, mas que deixam saudade, ah deixam, né?!

  • Tem fã da Teen Vogue aí? O que acharam da mudança?
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Camila Coutinho
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